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Soluções para projetos de Arquitetura e Design de Interiores.

Conceito

O Conceito

Em síntese, nosso conceito é produzir projetos e construir ambientes funcionais, confortáveis, adequados às normas construtivas e que produzam o impacto visual necessário para despertar emoções e experiências estéticas que dignifiquem e elevem o espírito humano. Simples assim

Primeira Nota do autor

A iniciativa de oferecer um serviço, principalmente via internet, exige síntese na comunicação, porém o tema tratado aqui é design e não mais do mesmo. Clientes que compram serviços de design buscam conceitos, ainda que não os definam. Vender serviços não é o foco desta agência, trabalhamos com valores que para nós são inegociáveis, o objetivo aqui é conservá-los. Abaixo, da forma mais sintetizada alcançável, expomos tais valores, unidos a princípios e conhecimentos que juntos conceituam nosso trabalho.

Cultura de Massa

Longe de ser um fenômeno natural, mas bem aceito e latente, a massificação da cultura é fato consumado. Natural do ser humano é a avidez por conhecer, experimentar e escolher o menor caminho, nesse sentido os canais midiáticos aparecem como fontes acessíveis de informações e precursões de comportamentos apaixonantes, portanto, irresistíveis. Implícita nos padrões midiáticos a banalização é oferecida como um instrumento para o exercício do poder, praticada de forma incessante criou uma humanidade tão especializada que a maioria dos seus indivíduos adquire apenas o que é banal. Como consequência as pessoas terminaram por ficarem atrofiadas das suas percepções, tanto maravilhas quanto mazelas, ignoram uma infinidade de realidades.

De forma engenhosa o comportamento social vem sendo moldado através dos tempos. Usurpados das suas individualidades, submissos à experiências de conhecimento coletivas e massivas, indivíduos humanos navegam em um caldo cultural hegemônico, transformados em estereótipos. Nesse processo tenebroso à arte é atribuída isenção gratuita de todo tipo de senho e há uma dificuldade em distinguir o que é, ou não, uma obra de arte. Um projeto de poder relativista artificializa o processo criativo para descriminalizar qualquer ato classificado como arte. Publicação sugerida: O que é Arte?¹.

Mercado

O mercado tolera indivíduos na medida em que eles encontram soluções para suas demandas. Se um indivíduo encontra tais soluções o mercado reage apoderando-se delas, caso não as encontre terminará, por si mesmo, inábil. Parece cruel, mas não é, é justo, isso atribuído à uma perspectiva de mercado. É um processo natural, o mercado é bastante nele mesmo, toda tentativa de controla-lo irá fracassar.

A obra de arte é objeto de mercado, certamente, seu objetivo é proporcionar a experiência estética, tocar diretamente no coração. Em uma sociedade culturalmente hegemônica, onde a maioria dos indivíduos não apenas abriram mão de suas personalidades em detrimento de estereótipos grupais, sequer são conscientes de que as possuem, é praticamente impossível proporcionar-lhes experiências estéticas que ultrapassem os limites demarcados pela autoridade coletiva.

A dispensa da individualidade é uma obrigação, na sociedade de massa, para o protagonismo. Se a unidade de uma consciência não possui sentido algum e a adaptação aos modelos estereotipados é a escala para avaliação das condutas individuais, quando a meta é atingida, mesmo que por meio de fraude, o resultado será considerado satisfatório, daí a degradação moral dos dias atuais. Ao observar, superficialmente, o individualismo presente nas condutas, pode-se concluir o contrário, porém todo ato individualista é voltado para o protagonismo no grupo, sem qualquer compromisso com os valores individuais. Mesmo a noção de bem-estar, onde todas as experiências são vivenciadas em cenários cuidadosamente montados para despertar o entusiasmo e ligar os holofotes sociais.

O rigor do mercado exige soluções práticas, é um processo coletivo, já o processo criativo exige a interiorização, o desenvolvimento da consciência, é um processo individual. Diante da impossibilidade de controlar o mercado, ou de extingui-lo, seus agentes encontraram como solução monopoliza-lo através do controle da cultura. Os canais midiáticos funcionam como fontes de informações cuidadosamente elaboradas e dominam o pensamento coletivo. O protagonismo é atingido através de vias expressas, o processo criativo é sacrificado, as referências são tomadas na direção dos holofotes da mídia. Na cultura de massa as obras de arte têm papeis secundários, os protagonistas são os autores, estereótipos eleitos como divindades, que todos os indivíduos, inseridos em seguimentos que representam, irão tomar como referenciais e consumir incessantemente. A experiência estética é suprimida da contemplação, as sensações são resumidas no conforto causado pelo amparo social e do poder exercido pelo protagonismo.

Segunda Nota do Autor

Das palavras mais sábias que já li posso citar é de fonte inquestionável: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”² Não há possibilidade de liberdades individuais sem o concurso das consciências. Opostas ao relativismo moral, necessário para controlar indivíduos humanos, estão as verdades universais extraídas das consciências despertas, livres de toda opressão e propulsoras de liberdades.

O mercado de Design de Interiores

A definição de Design de Interiores³ é bem ampla, mas um de seus atributos, que é omitido de muitas definições politicamente corretas, é a personalização. No mercado há variedade de opções para quem busca consumir design de interiores, do ponto de vista da inclusão, pode-se dizer que todas as camadas sociais têm acesso a ele, o diferencial socioeconômico é claramente percebido na personalização. Cada vez mais, o mercado volta seus resultados para a conclusão massiva personalizando os meios sociais e abandonando as individualidades.

Terceira Nota do Autor

Denunciar as práticas dos agentes de mercado não é a pretensão deste ensaio. Importante é deixar claro a todos os que pretendem estabelecer relações comerciais com este estúdio, a óbvia posição conservadora presente nas obras criadas nele.

¹O que é Arte: https://douglaslouredo.com.br/o-que-e-arte/.
² “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”: João 8:22.
³ A definição de Design de Interiores: Referência, da Escola de Belas Artes da UFRJ, http://www.eba.ufrj.br/index.php/graduacao/cursos.

Douglas Louredo

(1 de março de 2019, 17:29, Rio de Janeiro)

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